Uma cantora e atriz (Laura Santos), uma flautista (Catarina Valadas) e uma acordeonista (Sónia Sobral) desenrolam um novelo de canções estimulantes aos ouvidos dos pequenos ouvintes, do ponto de vista da composição, do conteúdo lírico e da interpretação.

A performance, na interação que as intérpretes desenvolvem entre si e com os pequenos espetadores, provoca a participação emotiva da plateia infanto-juvenil ou familiar, na resposta a desafios musicais e na apropriação de refrães épicos aos ouvidos de qualquer criança.

O imaginário infantil não dispensa a vida dos adultos, suas referências. Estas canções apropriam-se de temáticas quotidianas traduzidas para a perceção infantil. Temas que traduzem vivências, desmontando, junto dos mais pequenos, a idiossincrasia e os paradoxos do mundo em que vivem. Pequenas sementes de consciência social.

Fotos
Ficha técnica

M/6

Voz: Laura Rui
Voz, flauta, ukulele: Catarina Valadas
Acordeão: Sónia Sobral

Músicas | Manuel Maio
Letras | Luís Miguel Fernandes

Booking: dorfeu@dorfeu.pt

Sobre a criação

Canções Difíceis Fáceis de Saber é um concerto músico-teatral dirigido ao público infanto-juvenil.

O trio de voz, flauta e acordeão, sem dispensa de uma vincada componente teatral e cénica, interpreta um repertório musical de caráter contemporâneo, pululando entre o erudito e o circense, não fazendo concessões quanto à qualidade da composição musical.

Num exercício contra o facilitismo musical e a pré-formatação, não se dissimula a dificuldade que pode implicar cantar uma melodia exigente ou um verso complicado, mas aponta-se à imensa recompensa de o tornar fácil, ficando claro que basta experimentar.

Neste repertório inédito explora-se o lado lúdico das palavras, aborda-se a escrita criativa numa perspetiva didática, despertando a atenção para a riqueza da língua portuguesa, com jogos de palavras, trocadilhos, ironias sonoras e duplos sentidos explicados qb.

Trabalha-se a exuberante diversidade dos sons de palavras difíceis de pronunciar, mesmo aquelas que as crianças possam não conhecer, provocando curiosidade e procura de conhecimento para lá da hora do espetáculo.