Não se sabe o que vai ser lido. O “diseur” pode decidir a sequência de textos por instinto, acaso, oportunidade ou até sorteio. Luís Fernandes dá voz a micro-contos humorísticos de uma vasta seleção de autores, e decreta, com a cumplicidade dos espetadores e em tempo real, quais serão apresentados durante a fulgurante performance. Cada texto é um risco. Tanto pode arrancar silêncios cerebrais como risos de timing imprevisível. Não se estranhe que alguém se ria sozinho, antes dos outros ou só muito depois. O humor absurdo dos micro-contos contagia a própria interação entre espetadores e as insubmissas palavras. Serão dez minutos de non-sense, ironia, sarcasmo, humor negro, estupidez e até ternura. No intimismo do espaço cénico criado in situ, o público assiste não apenas à leitura dos micro-contos, mas torna-se cúmplice de algo que, felizmente, nunca se repetirá da mesma forma. A sessão passa num ápice, mas as sensações permanecerão em cada participante. Algures, horas mais tarde, ainda alguma gargalhada ecoará do nada.
Equipa Artística e Técnica:
Conceção e Interpretação: Luís Fernandes
Textos:
Agenda
2026
29, 30, 31 julho e 1 agosto
Tradidanças, CARVALHAIS (São Pedro do Sul)